
RESENHA (uma conversa entre Léo e Beto)
Data 02/01/2026 21:20:47 | Tópico: Poemas -> Amizade
| [Léo entra caminhando, Beto já está no palco. Se cumprimentam com soco fechado]
— Léo:
A nova, mano, já manjou a fita? Aquele bagulho lá do outro dia? Negócio no grau, o fervo agita, Mas virou zona, entrou numa fria.
— Beto:
Tava escrito, brother, tava na cara que o treco torto ia funfar assim. Quando o cria deu de dar a vara, Eu sabia que o esquema era ruim.
— Léo:
Era parada fácil. Só desenrolar, Era fazer andar. Tocar sem pressão. Mas surgiu um enrosco de lascar, o trem todo entrou na contramão.
— Beto:
Foi quando pifou e parou a onda Mexeu na geringonça sem a manha. Cena ficou feia, desandou redonda, E, na treta, no rolo, ninguém ganha.
— Léo:
Pior! Bicho no corre veio com migué, disse que o movimento tava na mão, E, na hora do vamô vê, meteu o pé, sumiu, deixou a tranqueira no chão.
— Beto:
Que aperto! Só babado doideira! E agora, resolve como essa brasa? Ou coisa logo, ou vai virar leseira, O B.O. bate e chega na tua casa.
— Léo:
Pode crer, mas eu já dei meu grau, botei as bugigangas todas pra rodar, quebrei o galho todo, coisa e tal, agora só o paranauê... prá finalizar.
[Léo e Beto se olham, concordam entre si e viram para a plateia]
REFRÃO [duas vozes em uníssono]
[Estrofes 1 e 2: Léo e Beto cantam juntos]
No esquema, no lance ou no corre Quando a bola esta na nossa cola Na manha, suave, bora evitar o porre Se pintar enrosco, a gente desenrola
A parada segue, segue o movimento. Qualquer treta a gente faz o esquema. Continua, no jeito, com nosso talento. É nóis que toca todo esse sistema.
[Estrofe 3: Call-and-response com a plateia]
“No corre, no bagulho é cada mané” [Performers] “Cada enrosco que cai na nossa mão” [Plateia] “A manha é nossa, e não cabe migué” [Performers] “É nóis na fita, irmão, nesse mundão” [Plateia]
[Finalização]
— Beto: Firmeza então. Vai fazer o esquema com os trecos e troços do pico?
— Léo:
Se vou. Se o negócio não dá problema, amanhã o lance todo tá no tico.
— Beto:
E depois que resolver essa parada, a gente faz aquele rolê da hora?
— Léo:
Rola, mano. Coisa garantida, se o bagulho funfar é sem demora.
— Beto:
Saquei. Qualquer enrosco tu me avisa, Vou zerar o rolo, eu manjo do riscado.
— Léo: Valeu, parça. É disso que precisa: alguém que entende o corre complicado.
— Beto:
Tamo junto, irmão. É nóis na fita.
— Léo:
Sempre. Segue o movimento, giro se prepara, o esquema pira, a manha é infinita, e o bagulho todo ainda se repara.
[Ambos se abraçam firmemente, mano a mano, e congelam por 2 segundos antes de blackout/fade]
 Concordo que meus escritos (via de regra) saíram de de livros velhos.
Para variar escrevi essa peça em dueto usando léxico-coringa em decassílabos (predominante).
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