
De ponta a ponta
Data 13/01/2026 17:43:13 | Tópico: Poemas
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então a manhã era nevoenta resto de chocolate negro em sal o falso sol tinha o tom de cisma quadrada porque arredondar os lençóis trazia ao meio a sensação crua das descidas
vinha a tarde de estanho desconfortável e mais não houvesse tempo (jamais sobrou! ) mais depressa se fechava o cacho da noite
o fumo era do consumo febril pelas avessas agachado às nuvens insólitas nicotina a pingar e vasos de café tudo somado, de ponta a ponta não havia p(a)uta por onde pegasse tal a ordem das nervuras crestadas
o amanhã sabia sempre, sempre a um atrás do outro
deveria parar de fumar sobre café e deixar de comer massa com salsichas
13-01-2025
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