Poemas : 

De ponta a ponta

 


então a manhã era nevoenta
resto de chocolate negro em sal
o falso sol tinha o tom de cisma quadrada
porque arredondar os lençóis
trazia ao meio a sensação crua das descidas

vinha a tarde de estanho desconfortável
e mais não houvesse tempo
(jamais sobrou! )
mais depressa se fechava o cacho da noite

o fumo era do consumo febril pelas avessas
agachado às nuvens insólitas
nicotina a pingar e vasos de café
tudo somado, de ponta a ponta
não havia p(a)uta por onde pegasse
tal a ordem das nervuras crestadas

o amanhã sabia sempre, sempre
a um atrás do outro

deveria parar de fumar sobre café
e deixar de comer massa com salsichas


13-01-2025


 
Autor
AlexandreCosta
 
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