
Sempre tiveram asas
Data 15/01/2026 16:59:55 | Tópico: Poemas
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era tudo que restava um molho de pétalas amassadas marcadoras de páginas esqueletos com membranas esquecidos que nunca ousaram voar seriam apenas volume a inchar o livro arrumado
e veio um vento de balouçar até constipar as estantes e dum espirro incontido caiu, abriu-se em folheado e todas se foram num sopro quase todas partiram algumas, teimosas, caseiras colaram-se ás vidraças a dizer-se de vitrais filtros de luz solar
ficaram-se as palavras reclusas oferecidas à prontidão dos olhares a partir daí soube que nunca me pertenceram nem se lhes dissesse duma alma que por ali passou parou e seguiu
elas sempre tiveram asas
15-01-2026
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