
Se já não corres, aprende a voar
Data 25/01/2026 12:00:34 | Tópico: Poemas
| Oceanos que separam casas: a tua e a minha. Bocas sedentas de saliva lambem o fel da ferida na pele árida de frio.
Da casca vulnerável e da pele fina das mãos que seguram o coração da tua amada.
Da tua amada, “mulher da tua vida”. É o que dizes. Mas o meu frio aprendi a matar com outros. Não estavas lá. Nunca. Nunca. Portanto, ama outra. Não a mim. Mas eu sei.
Os pés, outrora de um corredor, agora descansam atrás da porta. Esperam que alguém chegue. Mas não vai chegar.
Cheguei um dia. Agora, talvez, seja a tua vez.
Não vou. Não há quem me tire do chão. Sou menina velha, mesmo com coração.
Tenho mais o que fazer além de sonhar e escrever.
Quero coisas terrenas, não coisas pequenas. Terrenas do tamanho de torres, castelos, montanhas.
Já não corres, então aprendes a voar.
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