
mote, nulo
Data 28/01/2026 10:58:17 | Tópico: Poemas
| Já não aguardo, nem espero, o mote. Toma a minha pena a iniciativa como se fosse ela coisa viva e tenho pena que ela a adote.
A aguardança, sem que eu note, escondeu-se, num jogo, altiva, e fica assim, só, até se tornar ativa. Espera um beijo de amor, lingote.
Sai à rua um soneto de guerra. Nasce sem mãe, sem família, nem pai, gerado e não criado – divino.
Como coisa humana, logo, que erra, este soneto sem outro antes sai. O seu mote, nulo, nem o imagino.
por cheiramázedo
in Dez Sonetos da Guerra na Crimeia por partes
Excepção: Decidi, há uns tempos, comentar poemas, que eu considerasse de guerra, com sonetos. Decidi assinar esses comentários com o meu alter-coiso cheiramázedo, porque achei que seria esse o espírito com que os iria escrever, meio truculento.
Tendo em conta que a guerra em curso na Ucrânia anda meio esquecida, e ninguém considera a acção do ICE nos EUA uma guerra civil, decidi publicar este soneto na secção de poemas.
Pode ser que o outro estúpido o comente, completando assim a minha quasi loucura... lol
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