
PARTIR EM PAZ... (soneto)
Data 15/02/2026 16:47:16 | Tópico: Poemas -> Relacionamentos
| VERSÃO I
Se o gostar se transmuta em tristeza e tormento E a culpa se destila em falsa acusação, Quem fere assume a máscara da compaixão, Transformando a fraqueza alheia em seu sustento.
Pois tira do outro aquilo que não pode dar, Num jogo desigual onde um só se devora, Enquanto a servidão se veste e se demora De um falso amor que existe só para explorar.
Mas quando o coração descobre o vil engano, Não intenta, na vingança, a injusta despedida: Busca a luz, de alma leve, sem devolver dano.
De consciência em paz e inteira liberdade, Entende que o partir preserva a própria vida E seguir em frente, sempre, com dignidade
VERSÃO II
Se o gostar se converte em tristeza e tormento E a culpa é fabricada em falsa acusação, Quem agride faz-se vítima, com perfeição, Transformando a fraqueza alheia em seu sustento.
Pois tira do outro aquilo que não pode dar, Num jogo desigual onde um só se devora, Enquanto a servidão se veste e se demora Em um falso amor que existe só para sugar.
Mas quando o coração descobre o vil engano, Repudia a vingança e injusta despedida: Busca a luz, de alma leve, sem devolver dano.
De consciência em paz e inteira liberdade, Entende que o partir preserva a própria vida E seguir em frente, sempre, com dignidade
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