
O Dia da minha Primeira Morte (157ª Poesia de um Canalha)
Data 09/03/2026 20:43:11 | Tópico: Poemas
| Deixar-te no sonho uma vida inteira Que guardo no peito do mundo todo Como um vento que s'esquiva louco A ler a lua como se fosse a primeira Que se deitava a meu lado sem lodo Os dois nos dias que sabem a pouco
Apressava-se-m'o tempo num olhar Entre verdes e azuis e rubro arrebol Com braços e mais braços d'abraços Ali espalhados no chão de tanto mar Onde náufrago fiz da noite o seu sol Caminhos andados de tristes passos
Ver-te o dia de amanhã sem pressa Sentir-t'a envolvê-lo assim em mim No calor apertado e só do teu medo Calar o silêncio antes que s'esqueça Que a última palavra já não tem fim Gostava de andar por aí em segredo
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