Poemas : 

O Dia da minha Primeira Morte (157ª Poesia de um Canalha)

 
Deixar-te no sonho uma vida inteira
Que guardo no peito do mundo todo
Como um vento que s'esquiva louco
A ler a lua como se fosse a primeira
Que se deitava a meu lado sem lodo
Os dois nos dias que sabem a pouco

Apressava-se-m'o tempo num olhar
Entre verdes e azuis e rubro arrebol
Com braços e mais braços d'abraços
Ali espalhados no chão de tanto mar
Onde náufrago fiz da noite o seu sol
Caminhos andados de tristes passos

Ver-te o dia de amanhã sem pressa
Sentir-t'a envolvê-lo assim em mim
No calor apertado e só do teu medo
Calar o silêncio antes que s'esqueça
Que a última palavra já não tem fim
Gostava de andar por aí em segredo


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
Autor
 
Texto
Data
Leituras
24
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados