
Como domesticar um Poeta (158ª Poesia de um Canalha)
Data 16/03/2026 19:50:31 | Tópico: Poemas
| Estas mãos sós pedem insubmissão Raiva que mate da raiva a vanglória Que lhe crave os espinhos da coroa Na carne viciada de loucura e ilusão Da minha existência fútil na história Que se me escreve na pele e magoa
Em consciência grito insubordinação Num eco das revoltas que matavam Se penduravam nos pescoços inertes Na força da guilhotina da indignação Que decepava os que me suicidavam Anseio infeliz com que me convertes
No rumo destrutivo da nuclearização Vão-se-nos os rios sem chegar à foz Sementes qu'ali morreram sementes A cinza negra de um humano carvão Os olhos meninos que perdem a voz Porque os ignorantes são diferentes
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