Estas mãos sós pedem insubmissão
Raiva que mate da raiva a vanglória
Que lhe crave os espinhos da coroa
Na carne viciada de loucura e ilusão
Da minha existência fútil na história
Que se me escreve na pele e magoa
Em consciência grito insubordinação
Num eco das revoltas que matavam
Se penduravam nos pescoços inertes
Na força da guilhotina da indignação
Que decepava os que me suicidavam
Anseio infeliz com que me convertes
No rumo destrutivo da nuclearização
Vão-se-nos os rios sem chegar à foz
Sementes qu'ali morreram sementes
A cinza negra de um humano carvão
Os olhos meninos que perdem a voz
Porque os ignorantes são diferentes
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma