
A CADA DIA
Data 18/03/2026 02:26:06 | Tópico: Poemas
| Nas ruas vazias de madrugada, Teu nome pendurado no portão, Teu passo calado no quarteirão, Levo o seu rosto na caminhada.
O mundo gira sem me perguntar, Estou de novo no mesmo lugar, Com a brasa no peito a me guiar, Será que devo ir ou devo ficar?
A cada dia, quando o sol se for, Um pão assa, para nos suprir, E quando o frio virar cobertor, No seu calor eu quero dormir.
No cheiro que ficou no travesseiro, A forma do teu corpo sobre a cama, O teu lado vazio que me chama, A marca das tuas mãos no chuveiro.
No vendaval que vai nos sacudir, A noite vai fechando de verdade, Mas ainda te sinto me conduzir, Como blecaute sobre a cidade.
O tempo nos corrói, somos a areia, Entre os dedos a escorregar, E se ousarem nos separar, Nosso amor ainda incendeia.
Mais um dia sem você Nessa noite mais escura Carrego sua quentura Guardada para te ver
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