Hoje era dia de rua, de riso alto cortando a madrugada, de erro virando história e história virando nada. Hoje era dia de nós dois perdidos do mundo, achando que o mundo nunca ia perder a gente. Você foi minha escola torta, meu verso sujo, minha melhor e pior escolha — e, ainda assim, a mais verdadeira. Aprendi contigo o que presta e o que destrói, e em tudo tinha vida. Mas ficou esse silêncio… esse vazio que grita teu nome nas coisas mais simples. Eu ainda tenho raiva, não vou mentir — raiva de você não ter ficado, de não ter falado direito, de ter ido sem me dar tempo de ser voz pra você. Mas a saudade… a saudade ganha. Ela sempre ganha. Porque tem dia que eu ainda espero o telefone tocar de novo, como se o tempo fosse voltar só pra me dar mais uma chance. E aí eu lembro… que a última ligação ficou perdida, e isso pesa mais do que qualquer palavra dita. A vida seguiu pra mim, mas não é a mesma coisa — tem sempre um espaço teu em tudo que eu vivo. E dói saber que hoje era pra ser bagunça, risada, loucura… e virou só memória. Mesmo assim… eu falo. Parabéns, meu irmão. Onde você estiver. Queria te abraçar hoje, te xingar por tudo, rir de tudo de novo… mas só me restou o silêncio. Então fica esse pedaço de mim tentando chegar até você: parabéns. E, mesmo com raiva… mesmo sem entender… eu nunca deixei de te amar.
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