MAL D’AMOR

Data 13/04/2026 12:11:09 | Tópico: Poemas

MAL D’AMOR

O peito ardente, a mente em sofrimento,
O olhar fixo ou perdido no vazio;
Ter a vida em constante desvario
Vivida sem qualquer contentamento.

Vagar pelos caminhos sem intento,
A alta noite do dia mais sombrio,
Enquanto o nada clama em desafio
D'algo que dê sentido ao movimento.

Assim anda quem sente e se ressente...
Certo de pelejar feito um demente
Co'os próprios pensamentos intrusivos.

E, em sua passional celeridade,
Alterna entre murmúrios e saudade
Os mesmos rituais repetitivos.

Betim - 12 12 2025



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