MAL D’AMOR
O peito ardente, a mente em sofrimento,
O olhar fixo ou perdido no vazio;
Ter a vida em constante desvario
Vivida sem qualquer contentamento.
Vagar pelos caminhos sem intento,
A alta noite do dia mais sombrio,
Enquanto o nada clama em desafio
D'algo que dê sentido ao movimento.
Assim anda quem sente e se ressente...
Certo de pelejar feito um demente
Co'os próprios pensamentos intrusivos.
E, em sua passional celeridade,
Alterna entre murmúrios e saudade
Os mesmos rituais repetitivos.
Betim - 12 12 2025
Ubi caritas est vera
Deus ibi est.