
BRASA FRIA
Data 18/04/2026 20:51:38 | Tópico: Poemas
| Cadê o chão? Cadê os passos? Zumbido no ouvido, fico surdo pensamento absurdo, e o peso. O peso do corpo, da costela Quebrada na queda, persiste. Persigo o olhar, na pálpebra.
A vida treme. A mão, a alma, já não há linha. O que tinha rosto que chamaram de meu desaprendeu o nome. Há fome! Me desteço trama por trama, me dissolvo em dor, e drama.
De viver, fugir do desterro. Ainda queimo, a brasa fria. Um bicho escondido na toca, fósforo aceso baixo, E fogo? Um dia foge. Era para ser, E Foi, pois já tinha sido eu.
A nuvem passou sem sombra: Após começos, apenas morreu. Morreu de novo, e outra vez Cada um, alguém, que era eu. Quase, acidente, incidente Um sentimento sem sentindo.
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