Desista quem insista numa fé comunista fadista Capitalista e despesista dum terceiro mundismo Que demente mata e mente com tom indecente Tal catecista alarmista arrivista era quase artista Masoquista salazarista trumpista de saudosismo E semente d'holocausto cada vez mais presente
O óleo e o petróleo sangram e o diabo engole-o Espalhado no chão e espelhado no olhar saciado Derramado no peito põe a jeito tal humano feito Os ventos ecoaram noutro mar num esgar eólio O mundo morreu uma vez por dia quase amado Por homem jovem ninguém alguém com defeito
O sorriso gastava-se e rastejava em submissão As adagas afiadas cortavam um bafo ainda vivo Com ar atrevido de quem quer acordar de novo Teus olhos já não sabiam chorar pelo seu irmão Derretidos vagueiam por aqui no tempo esquivo Destes crentes mortos ou vivos chamados povo
O esquerdo e o direito decapitam-se com amor E com essa dor d'esquecimento rasgada assim De mãos algemadas à tua boca já muda e pagã Nem depois ou o depois disso acolá d'outra cor Entre as quatro paredes de grades sem jardim Como quem não quer mais sol nascido amanhã
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