Poemas : 

52 Vezes Abril (167ª Poesia de um Canalha)

 

Desista quem insista numa fé comunista fadista
Capitalista e despesista dum terceiro mundismo
Que demente mata e mente com tom indecente
Tal catecista alarmista arrivista era quase artista
Masoquista salazarista trumpista de saudosismo
E semente d'holocausto cada vez mais presente

O óleo e o petróleo sangram e o diabo engole-o
Espalhado no chão e espelhado no olhar saciado
Derramado no peito põe a jeito tal humano feito
Os ventos ecoaram noutro mar num esgar eólio
O mundo morreu uma vez por dia quase amado
Por homem jovem ninguém alguém com defeito

O sorriso gastava-se e rastejava em submissão
As adagas afiadas cortavam um bafo ainda vivo
Com ar atrevido de quem quer acordar de novo
Teus olhos já não sabiam chorar pelo seu irmão
Derretidos vagueiam por aqui no tempo esquivo
Destes crentes mortos ou vivos chamados povo

O esquerdo e o direito decapitam-se com amor
E com essa dor d'esquecimento rasgada assim
De mãos algemadas à tua boca já muda e pagã
Nem depois ou o depois disso acolá d'outra cor
Entre as quatro paredes de grades sem jardim
Como quem não quer mais sol nascido amanhã


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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