
Fios vermelhos
Data 06/05/2026 14:09:10 | Tópico: Poemas
| Por um tempo ambíguo sem meio e sem começo Estive nas margens frágeis das silhuetas da escuridão Caminhei por letreiros dizendo ser o que mereço Um lugar com o perfume da culpa joelhos ao chão
Foi então encontrando as ruínas que a vontade se foi Das margens frágeis criei as estruturas de uma prisão As vozes ao longe se confundiam com a de um herói Aos poucos já não fazia mais sentido qualquer questão
A nobreza da dinastia bourbônica
Depois de um longo bocejo me deitei e dormi E naquele sono tranquilo recarreguei meu amor
Eu fiz da lágrima que caiu meu próprio oceano Das cordas tristes dos bandolins fiz o meu solo Me fiz forte mais forte já não me sentia profano Tudo que sempre desejei foi te ter em meu colo
Hoje tenho a energia de cada um dos sete mares Tenho ao meu lado os fios vermelhos do amanhecer E ainda que possam existir no mundo mil olhares Seus olhos e seu sorriso serão os únicos que irei ver
Deus abençoe essa força que vem do oceano Carlos Correa
|
|