Insanidade

Data 25/05/2026 13:01:35 | Tópico: Poemas

Um cavalo alter-real a galope
O orvalho da madrugada nas ervas
O som das vagas do mar ao perto

O cor-de-rosa no pôr-do-sol da ilha do Pico
O cheiro a camarinhas
Tocar em flor de sal

O arrepio de uma música soul
Ouvir declamar poesia que toca nos pontos certos
Saborear merengue de limão

Observar a madeira em brasa na fogueira
O abanar de mamas grandes
Fumar uma cigarrilha

Sentir algo e brincar com as palavras
O último reduto da contestação
A negação de conformidade

Um manifesto de convicções que não estão à venda
Uma viagem ao infinito
Uma reflexão sobre a beleza e atrevimento das poetisas

Será que o poeta enlouqueceu?
De sensível passou a hipersensível
E começou a delirar

Curioso não ser boémio
Curioso não estar bêbado
Curioso dispensar o bálsamo da validação do ego

De poema em poema
De sentir em sentir
Sigo apenas por amor à poesia,

E a insanidade é o meu escudo no mundo dos indiferentes.


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