Um cavalo alter-real a galope
O orvalho da madrugada nas ervas
O som das vagas do mar ao perto
O tom cor-de-rosa no pôr de sol da ilha do pico
O cheiro a camarinhas
Tocar em flor de sal
O ritmo e fascínio de uma música soul
Ouvir declamar poesia que toca nos pontos certos
Saborear merengue de limão
Observar a madeira em brasa na fogueira
O abanar de mamas de proporção generosa
Fumar uma cigarrilha
Sentir algo e brincar com as palavras
O último reduto da contestação
A negação de conformidade
Um manifesto de convicções que não estão à venda
Uma viagem ao mundo infinito
Uma reflexão sobre a beleza e atrevimento das poetisas
Será que o poeta enlouqueceu
De sensível passou a hipersensível
E começou a delirar
Curioso não ser boémio
Curioso não estar bêbado
Curioso dispensar o bálsamo da validação do ego
Perdoem o meu sarcasmo ao escrever esta porcaria de poema, mas soube-me bem tê-lo feito desta forma.
25 de Maio de 2026