
O Conformismo
Data 31/05/2026 17:29:06 | Tópico: Poemas
| Quinhentos anos de colonialistas Deram à nossa costa milhões de fascistas Impotência cultural salta às minhas vistas Politicamente correctos Fanáticos e chicos-espertos Reaccionários circunspectos Olho por olho dente por dente Mas tu és orgulhosamente diferente Fazes pela vida e segues em frente
Guerra no Irão genocídio na Palestina Caem bombas em recreios de meninas As mulheres por lá em escolas afinal são permitidas? Manipulado? alienado? distraído? subestimas… Desde que não seja a ti não te aflijas Mantemo-nos neutros dizem os especialistas Nem um pio, nem ajudas humanistas Não chamamos assassinos aos anglo-sionistas Engraxamos botas a supremacistas Colónia de seitas capitalistas
Tias e cidadanias de pernas abertas a golden visas Em Fátima as previsões são agora de economistas De joelhos a pagarmos promessas de oportunistas Baixos salários inflação impostos altos Lençóis lavados e brunchs para turistas Mão de obra barata ouro para esclavagistas São investidores os novos colonialistas
Inúteis dos votos úteis como fadistas Sonâmbulos de olhos abertos sem estadistas Destinos traçados curtas vistas Tristezas não pagam dívidas E culpam-se sempre comunistas
Programas eleitorais que não deixam pistas Demagogia aos molhos oratórias tribalistas Éticas circenses morais contorcionistas Iludem jovens assustam pensionistas PSD sócios sósias de sociais democracias Peésses cunhas e vigaristas falsos socialistas Chega é distração e atenção captada por cientistas Três salazares bem vivos debaixo das tuas barbixas
Estamos a ser iludidos Acima destes partidos É financeiro o poder efectivo Comprados vendidos
Só ouves o que compreendes e o teu tempo é escasso Políticos e economistas são na maioria padres beatos Profetas profissionais das tuas atenções Uns fazem promessas...outros previsões Distraem-te com emoções Moldam-te as razões Dão-te a escolher Metem-te um laço Acertam-te o passo Outras crenças o mesmo pasto Proliferam sorrateiramente lado a lado Os fachos e os tachos 25 de Abril, odisseia no embaraço
Na televisão missas disfarçadas de notícias Propaganda e subversão matam jornalistas Directores de informação camuflados bombistas Idiotas perfeitos bem remunerados, comentaristas
Elites culturais e académicas betos e betas Bimbos e bimbas bobbies e tarecas pseudo-anarquistas Imitações baratas de iluministas novas pides feministas Guerras culturais preferem sempre estas e estes activistas Vidas privilegiadas pagas pelos teus impostos não fazem faíscas Calados e caladas no que mais interessa à maioria, grandes artistas Ovelhas iluminadas em nevoeiros cerrados Seguidores de tendências e cultos simulados Apelam à calma em regimes envenenados Não querem saber de deuses Querem milagres a si adaptados Bolsos forrados status assegurados Não assustam elites, apertam-lhes os sapatos Impotência cultural por todos os lados
Nada resta nestas cabeças de alpista Beatos beatas infelizes ignorantes falsos altruístas Amansados como povo selvagens individualistas Engaiolados sem honra colo a narcisistas Psicologias baratas cartomantes modernas à vista É o que é, ontem diziam que era a evolução, amanhã dirão que foi sempre assim
Revoluções pacifistas utopias idealistas Cravos sem balas não assustam fascistas Explodir por leis e impostos mais comunais e humanistas São perigosos, radicais e extremistas, ingénuos ou autistas Sejam mas é felizes! dizem convenientemente os comodistas
Nas cabeças preguiçosas perigosamente reaccionárias e fundamentalistas Sinapses superficiais pensamentos dualistas Futuros serão sempre regressos a passados autoritaristas A fé nesta realidade é dos conformistas
Democracia é uma tecnologia Cidadania é a sua filosofia Impostos e leis, o resto demagogia Penso, logo não existo Sociedades sem cidadãos, não insisto.
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