Após 500 anos de colonialistas
Deram à nossa costa milhões de fascistas
Impotência cultural salta às minhas vistas
Reacionários circunspectos
Fanáticos e chicos-espertos
Politicamente correctos
Olho por olho dente por dente
Mas tu és orgulhosamente diferente
Fazes pela vida e segues em frente
Guerra no Irão genocídio na Palestina
Caem bombas em recreios de meninas
As mulheres por lá em escolas afinal são permitidas?
Manipulado? alienado? distraído? subestimas…
Desde que não seja a ti não te aflijas
Mantemo-nos neutros dizem os especialistas
Nem um pio, nem ajudas humanistas
Não chamamos assassinos aos sionistas
Engraxamos botas a supremacistas
Colónia de impérios capitalistas
Cidadania de pernas abertas a golden visas
Em Fátima as previsões são agora de economistas
De joelhos a pagarmos promessas de oportunistas
Baixos salários inflação impostos altos
Lençóis lavados e brunchs para turistas
Mão de obra barata ouro para esclavagistas
São investidores os novos colonialistas
Inúteis dos votos úteis como fadistas
Sonâmbulos de olhos abertos sem estadistas
Destinos traçados curtas vistas
Tristezas não pagam dívidas
E culpam-se sempre comunistas
Programas eleitorais que não deixam pistas
Demagogia aos molhos oratórias tribalistas
Éticas circenses morais contorcionistas
Iludem jovens assustam pensionistas
PSD sócios sósias de sociais democracias
Peésses cunhas e vigaristas falsos socialistas
Chega é distração e atenção captada por cientistas
Três salazares bem vivos debaixo das tuas barbixas
Estamos a ser iludidos
Acima destes partidos
É financeiro o poder efectivo
Comprados vendidos
Só ouves o que compreendes e o teu tempo é escasso
Políticos e economistas são na maioria padres beatos
Profetas profissionais das tuas atenções
Uns fazem promessas...outros previsões
Distraem-te com emoções
Moldam-te as razões
Dão-te a escolher
Metem-te um laço
Acertam-te o passo
Outras crenças o mesmo pasto
Proliferam sorrateiramente lado a lado
O facho e o tacho
25 de Abril, odisseia no embaraço
Elites culturais e académicas, betos e betas
Bimbos e bimbas, bobbies e tarecas pseudo-anarquistas
Imitações baratas de iluministas novas pides feministas
Guerras culturais preferem sempre estas e estes activistas
Vidas privilegiadas pagas pelos teus impostos não fazem faíscas
Calados e caladas no que mais interessa à maioria, grandes artistas
Ovelhas iluminadas em nevoeiros cerrados
Seguidores de tendências e cultos simulados
Apelam à calma e normalidade em regimes envenenados
Bolsos forrados egos e status assegurados
Não querem saber de deuses
Querem milagres em forma de tachos a si adaptados
Cérebros preguiçosos antigos invertebrados
Artistas vivos em porto morto finados
Não assustam elites, apertam-lhes os sapatos
Impotência cultural por todos os lados.
Na televisão missas disfarçadas de notícias
Propaganda e subversão matam jornalistas
Directores de informação camuflados bombistas
Idiotas perfeitos bem remunerados, comentaristas
Nada resta nestas cabeças de alpista
Beatos beatas infelizes ignorantes falsos altruístas
Amansados como povo selvagens individualistas
Engaiolados sem honra colo a narcisistas
Psicologias baratas cartomantes modernas à vista
É o que é, ontem diziam que era a evolução, amanhã dirão que foi sempre assim
Revoluções pacifistas utopias idealistas
Cravos sem balas não assustam fascistas
Explodir por leis e impostos mais comunais e humanistas
São perigosos, radicais e extremistas, ingénuos ou autistas
Sejam mas é felizes! dizem convenientemente os comodistas
Nas cabeças preguiçosas perigosamente reaccionárias e fundamentalistas
Sinapses superficiais pensamentos dualistas
Futuros serão sempre regressos a passados autoritaristas
A fé nesta realidade é dos conformistas
Democracia é tecnologia
Cidadania é a filosofia
Impostos e leis, o resto demagogia
Penso, logo não existo
Sociedades sem cidadãos, não insisto.