
Ousadia (173ª Poesia de um Canalha)
Data 01/06/2026 18:08:41 | Tópico: Poemas
| Pouco me importa saber como eles te chamam Ou como se contornaram essas curvas mortais Que te dão ao corpo a quimera que me devora Pouco importa ser metade d'uns que me leiam Ou tosco posfácio de obras completas surreais Que te folheia páginas dess'amor morto agora
Sentia saudades sem saber qual o seu sabor Ao que sabia um doce beijo feito de abraços Ou um passo falso que faltasse para estar aí Contigo só dizendo tudo o que mais traz dor Sem curtas interrogações de longos espaços Que t'digam a palavra triste com que me traí
Fiz-me letra de um verbo de contornos crus Verso d'poema amarrotado preso na mente E por fim flor num jardim a lápides de ferro Fui nada ou quase chaga dos teus olhos nus Cerrados por retalhos dum vento indiferente Mãos gretadas tingidas de almas qu'enterro
|
|