
Onde o mar lavra, nascem lágrimas e vontades
Data 04/06/2026 01:19:49 | Tópico: Poemas
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Sabes, tornei-me esta espécie de poeta para te chegar, não sei quando, nem como… contudo, vou sussurrando o teu nome, declamando a tua ausência nas letras tocadas, enfrentando a saudade com esta alquimia da vontade que chega cedo e nunca tarde, para ainda te amar de corpo e vento, de alma e mar.
Olha, o nosso mar avançou e cinzelou tudo à volta, menos o teu coração, que ainda bate, como rocha nas ondas, como areia na proa, como espuma na popa.
Entende-me, quero-te tanto que dividiria o sal da água, o vento da brisa, esperando regressares ao nosso antigo abraço, para encontrares lágrimas perfumadas num sopro salgado, quebrando o silêncio com amo-te. Agora, audível, ausente de ruídos e de receios, com os lábios azulados de beijos.
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