Poemas : 

Onde o mar lavra, nascem lágrimas e vontades

 
 


Sabes,
tornei-me esta espécie de poeta
para te chegar,
não sei quando,
nem como…
contudo, vou
sussurrando o teu nome,
declamando a tua ausência
nas letras tocadas,
enfrentando a saudade
com esta alquimia
da vontade
que chega cedo
e nunca tarde,
para ainda te amar
de corpo e vento,
de alma e mar.

Olha,
o nosso mar
avançou
e cinzelou tudo à volta,
menos o teu coração,
que ainda bate,
como rocha nas ondas,
como areia na proa,
como espuma na popa.

Entende-me,
quero-te tanto
que dividiria
o sal da água,
o vento da brisa,
esperando
regressares
ao nosso
antigo abraço,
para encontrares
lágrimas perfumadas
num sopro salgado,
quebrando o silêncio com
amo-te.
Agora,
audível,
ausente
de ruídos
e de receios,
com os lábios
azulados
de beijos.


 
Autor
agniceu
Autor
 
Texto
Data
Leituras
21
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados