Berma

Data 09/06/2026 19:53:53 | Tópico: Poemas

O risco atormenta o sangue como um rio,
fustigado.

Quem se tranca no egoísmo
vegeta,
sem saber.

Só quem ama corre o perigo de perder.
— O que somos não é para nós.

Os meus braços estendo
ao espaço sem teto.

Frágil.

Mas livre da paralisia
dos dias de cinza.

O que sou não me pertence,
é posse vã.

Nasci
para dar.

Prefiro a queda abrupta,

enquanto outros,
à distância,

continuam na berma,

perdidos.



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384218