Poemas : 

Berma

 
Tags:  amar    RISCO    perdidos    vegetar  
 
O risco atormenta o sangue como um rio,
fustigado.

Quem se tranca no egoísmo
vegeta,
sem saber.

Só quem ama corre o perigo de perder.
— O que somos não é para nós.

Os meus braços estendo
ao espaço sem teto.

Frágil.

Mas livre da paralisia
dos dias de cinza.

O que sou não me pertence,
é posse vã.

Nasci
para dar.

Prefiro a queda abrupta,

enquanto outros,
à distância,

continuam na berma,

perdidos.


“Ausento-me na quietude das folhas que caem, quando a música do verbo se cala e a alma se agasalha em si mesma.”

 
Autor
klopes
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