O risco atormenta o sangue como um rio,
fustigado.
Quem se tranca no egoísmo
vegeta,
sem saber.
Só quem ama corre o perigo de perder.
— O que somos não é para nós.
Os meus braços estendo
ao espaço sem teto.
Frágil.
Mas livre da paralisia
dos dias de cinza.
O que sou não me pertence,
é posse vã.
Nasci
para dar.
Prefiro a queda abrupta,
enquanto outros,
à distância,
continuam na berma,
perdidos.
“Ausento-me na quietude das folhas que caem, quando a música do verbo se cala e a alma se agasalha em si mesma.”