
O mundo do sr. Con - Friday
Data 13/06/2026 12:00:31 | Tópico: Textos
| Friday, 12 de junho – dia dos namorados e ele estava só. Foi justamente numa sexta-feira ao meio-dia, nessa mesma data em 1992 – o poeta e sua amada Van embarcaram num ônibus da Viação Progresso da linha São Luis-Natal, rumo a Barbalha, Ce – terra natal de sua pixixitinha para passarem os festejos de Santo Antonio. Uma vistosa carreta Scania de seis eixos estacionada em frente a loja “Nordestina” num dos prédios de Zé Barros, na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel, deslumbrou o poeta. Quando dona Graça, a viúva e a vizinha do lado o chamou, entrou em pânico, imaginando que seria alguma bronca relacionada ao beco da discórdia – Tudo bem era um pequeno serviço que lhe rendeu um inesperado dez mangos, pago em moedas de um real, cinquenta e vinte e cinco centavos que ele trocou com uma visita do barbeiro Costa do lado. Seu Hudson quebrou a sua palavra e foi comprar novamente dois bandecos para o doidão do Dezão – permutada pelo conserto de uma ‘leuprética’ bicicleta. Lendo o livro de Marcelito Paiva – “Ainda estou aqui” foi percebendo que já o lera em pdf num site da internet – mas a forma física é insubstituível – é o poeta leitor das antigas prefere assim e com o cheirinho de novo, eta diabo deixa o mesmo nas alturas. - Barbudo Puro, cadê Juvan fulero? – perguntou ironicamente o best dos bests da mecânica pura e aplicada, o mestre Sarney com seu passo tropego e seu bandeco na sacola vindo do Popular. Mecânico indo e voltando com especialização na Ford de Pernambuco, na época era mecânico de uma concessionária da icônica marca. Seu Hudson voltou, desta vez mais calmo com os bandecos e os entregou para o fulero do Dezão. Sr. Com contou para Gordilho a saga de “Candido” do mestre Voltaire, chegando em Portugal no dia do terremoto e tsunami que assolou tragicamente a cidade de Lisboa no século XVIII e enriqueceu ilicitamente o Marques de Pombal, o reconstrutor. O ex-presidente Sarney pateou sobre o tumulo do fulero e ladrão do Lorde Cochrane na Abadia de Westminster em Londres – o sacana além de ameaçar bombardear São Luis, a saqueou e ainda passou o rodo (assim escreveu o mestre Montello em “O Largo do Desterro”) papando varias madames da sociedade local que foram ao seu navio pedirem clemencia. “Canta Santa Fé” – brado ecoa nesse inicio da noite dos namorados e o poeta celibatário com seus livros e escritos no arraial junino da Vila Embratel da Praça das Sete palmeiras. A voz cabloca do mestre Olhinho do boide Santa Fé: “Eu sou guerreiro, eu sou valente Venho de São Vicente, a minha aldeia é do Tabocá. Não adianta querer É tcham, é tchum Eu vou até de manhã – uma bela toada. - Oh! Meu Deus! – espanta-se a sra. Vince na sala - O que foi senhora? – pergunta o genro curioso sentado na copa-cozinha ouvindo radio. - É essa gata, parece que vai dar alguma coisa e não se assossega. Na lista dos dez autores melhores o poeta ainda não lera Jorge Luis Borges e Emily Dickson. E o boi urrando em CD no arraial, as brincadeiras somente mais tarde, encerrando com o show do mestre Junior Maranhão, prata de casa ou melhor da área. O caboco é bom. -
|
|