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O mundo do sr. Con - Friday

 
Friday, 12 de junho – dia dos namorados e ele estava só.
Foi justamente numa sexta-feira ao meio-dia, nessa mesma data em 1992 – o poeta e sua amada Van embarcaram num ônibus da Viação Progresso da linha São Luis-Natal, rumo a Barbalha, Ce – terra natal de sua pixixitinha para passarem os festejos de Santo Antonio.
Uma vistosa carreta Scania de seis eixos estacionada em frente a loja “Nordestina” num dos prédios de Zé Barros, na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel, deslumbrou o poeta.
Quando dona Graça, a viúva e a vizinha do lado o chamou, entrou em pânico, imaginando que seria alguma bronca relacionada ao beco da discórdia – Tudo bem era um pequeno serviço que lhe rendeu um inesperado dez mangos, pago em moedas de um real, cinquenta e vinte e cinco centavos que ele trocou com uma visita do barbeiro Costa do lado.
Seu Hudson quebrou a sua palavra e foi comprar novamente dois bandecos para o doidão do Dezão – permutada pelo conserto de uma ‘leuprética’ bicicleta.
Lendo o livro de Marcelito Paiva – “Ainda estou aqui” foi percebendo que já o lera em pdf num site da internet – mas a forma física é insubstituível – é o poeta leitor das antigas prefere assim e com o cheirinho de novo, eta diabo deixa o mesmo nas alturas.
- Barbudo Puro, cadê Juvan fulero? – perguntou ironicamente o best dos bests da mecânica pura e aplicada, o mestre Sarney com seu passo tropego e seu bandeco na sacola vindo do Popular. Mecânico indo e voltando com especialização na Ford de Pernambuco, na época era mecânico de uma concessionária da icônica marca.
Seu Hudson voltou, desta vez mais calmo com os bandecos e os entregou para o fulero do Dezão.
Sr. Com contou para Gordilho a saga de “Candido” do mestre Voltaire, chegando em Portugal no dia do terremoto e tsunami que assolou tragicamente a cidade de Lisboa no século XVIII e enriqueceu ilicitamente o Marques de Pombal, o reconstrutor.
O ex-presidente Sarney pateou sobre o tumulo do fulero e ladrão do Lorde Cochrane na Abadia de Westminster em Londres – o sacana além de ameaçar bombardear São Luis, a saqueou e ainda passou o rodo (assim escreveu o mestre Montello em “O Largo do Desterro”) papando varias madames da sociedade local que foram ao seu navio pedirem clemencia.
“Canta Santa Fé” – brado ecoa nesse inicio da noite dos namorados e o poeta celibatário com seus livros e escritos no arraial junino da Vila Embratel da Praça das Sete palmeiras. A voz cabloca do mestre Olhinho do boide Santa Fé:
“Eu sou guerreiro, eu sou valente
Venho de São Vicente, a minha aldeia é do Tabocá.
Não adianta querer
É tcham, é tchum
Eu vou até de manhã – uma bela toada.
- Oh! Meu Deus! – espanta-se a sra. Vince na sala
- O que foi senhora? – pergunta o genro curioso sentado na copa-cozinha ouvindo radio.
- É essa gata, parece que vai dar alguma coisa e não se assossega.
Na lista dos dez autores melhores o poeta ainda não lera Jorge Luis Borges e Emily Dickson.
E o boi urrando em CD no arraial, as brincadeiras somente mais tarde, encerrando com o show do mestre Junior Maranhão, prata de casa ou melhor da área. O caboco é bom.



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efemero25
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