Incoerência.

Data 01/07/2026 12:27:07 | Tópico: Poemas -> Reflexão

folhas ao chão, frio,
entre árvores desnudas,
a noite se apresenta;
em céu de zinco perfurado,
a cidade, entranhada
em sua incoerência, dorme;

ao assovio das paredes
de tábuas mal perfiladas,
olhares famélicos
imploram misericórdia,
tudo é pesadelo,
fantasmas, medo;

os ombros arqueados
não suportam o peso dos dias,
a face não chora mais,
boca seca, estômago vazio,
água-ardente,
o corpo sente, a alma morre...


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384589