lá. e de volta, outra vez

Data 03/07/2026 02:21:05 | Tópico: Poemas



atores,
como eu vos disse, eram todos espíritos e
se dissolveram no ar, no ar rarefeito;
e, como a estrutura sem fundamento desta visão,
as torres que tocam as nuvens, os palácios suntuosos,
os templos solenes, o próprio grande globo,
sim, tudo o que ele contém, se dissolverá,
e, como este espetáculo insubstancial desvanecido,
não deixará vestígio algum. Somos
feitos da mesma matéria que os sonhos: e nossa pequena vida
é cercada por um sono.



(A tempestade)
Willian Shakespeare










O que define essa verdade lenta, cruel e lancinante
Na parede onde levarei meus ensaios devolvidos
A que serviriam os espelhos consortes, tão grandes
Se ela navega na morte súbita desse vidro?

Por escolha de nunca ser o mar revolto que vi
Que senti ao tocar o templo de suas margens
Ademais possibilidades, ou erros em que caí
Em tantas exceções imaginadas e recontagens

Cobre a hora gasta, sonho vago! Nunca ter.
Na esperança que lembrava à porta que esperei
Os meus berros insistentes que te despejei

Ante ao conto breve, quase canto, pra descer
E eu venho em noites assim, breve. Sobre mim
Flutuando em desespero de perder-me, assim











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