atores, como eu vos disse, eram todos espíritos e se dissolveram no ar, no ar rarefeito; e, como a estrutura sem fundamento desta visão, as torres que tocam as nuvens, os palácios suntuosos, os templos solenes, o próprio grande globo, sim, tudo o que ele contém, se dissolverá, e, como este espetáculo insubstancial desvanecido, não deixará vestígio algum. Somos feitos da mesma matéria que os sonhos: e nossa pequena vida é cercada por um sono.
(A tempestade) Willian Shakespeare
O que define essa verdade lenta, cruel e lancinante Na parede onde levarei meus ensaios devolvidos A que serviriam os espelhos consortes, tão grandes Se ela navega na morte súbita desse vidro?
Por escolha de nunca ser o mar revolto que vi Que senti ao tocar o templo de suas margens Ademais possibilidades, ou erros em que caí Em tantas exceções imaginadas e recontagens
Cobre a hora gasta, sonho vago! Nunca ter. Na esperança que lembrava à porta que esperei Os meus berros insistentes que te despejei
Ante ao conto breve, quase canto, pra descer E eu venho em noites assim, breve. Sobre mim Flutuando em desespero de perder-me, assim