A meio a uma lassidão de mentes e de corpos, enquanto me refresco em águas refrigeradas e golfadas rápidas de CO2, numa tentativa desesperada de baixar a temperatura corporal, que se estabeleceu e cerrou fileiras na carne indolente, dou por mim cambaleando tonto de ingerências cerebrais, como um crânio sem escalpe em tórrido deserto espera ansioso um ilusório Oásis, onde mergulhar os pulsos, retirando a pústula da pele, gretada e maculada pelo calor excessivo, destes últimos dias…
Altos fornos, cisão, assim se assemelha esta minha casa, no ar rarefeito e estonteante do verão, onde brisa alguma perpassa, aqui por perto, sem rumo nem direcção; e as pessoas, como crianças loucas, clamam aos céus, por um pouco de água, das chuvas que se adivinham ainda muito ao longe.
Jorge Humberto 07/07/26
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