
Pequenos versos molhados
Data 11/07/2026 21:46:13 | Tópico: Poemas
| Eu sempre soube da noite e sua tristeza Ouvia suas lágrimas quebrando ao chão Era como se soltasse as emoções presas Revelando o que havia dentro do coração
Gritos escondidos sob o rugido do trovão Percebidos na urgência do brilho intenso Logo retomando o seu lugar na escuridão Restando ali o perfume sutil de um incenso
E no meio daquela confusão de sentimentos Eu via os anjos e demônios com seus violinos Como se criassem a trilha sonora do relento Deixando-me sem ação junto a tanto desatino
Até que entre as tormentas e as tempestades Entendi que se eu sabia da noite e suas tristezas Era porque a madrugada era a minha verdade E as chuvas revelavam o que havia de clareza
Dali em diante sempre que ouço os relâmpagos Vou até a janela apreciando o céu tempestuoso Fecho os olhos e deixo que venham até o âmago De minha alma no contraste de um caos afetuoso
Deus abençoe a chuva que cai Carlos Correa
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