A Porta dos Fundos (179ª Poesia de um Canalha)

Data 19/07/2026 14:08:22 | Tópico: Poemas

Ninguém que viu me ouviu
O grito a ecoar de dor leve
Qual letra átona sem dono
Foi da liberdade qu'a pariu
O vento qu'desta vida leve
Breve sonho nesse outono

Fugi rumo a um outro mar
Que tempestuoso m'olhou
Nestes olhos adamastores
Vim buscar céu para voar
Cá onde esqueci o que sou
De quais são meus amores

É já ali a saída para depois
Depois de um último verso
Depois d'um outro de mim
Feito o mundo de nós dois
Um moribundo antes terso
De negro epitáfio sem fim



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384825