Poemas : 

A Porta dos Fundos (179ª Poesia de um Canalha)

 
Ninguém que viu me ouviu
O grito a ecoar de dor leve
Qual letra átona sem dono
Foi da liberdade qu'a pariu
O vento qu'desta vida leve
Breve sonho nesse outono

Fugi rumo a um outro mar
Que tempestuoso m'olhou
Nestes olhos adamastores
Vim buscar céu para voar
Cá onde esqueci o que sou
De quais são meus amores

É já ali a saída para depois
Depois de um último verso
Depois d'um outro de mim
Feito o mundo de nós dois
Um moribundo antes terso
De negro epitáfio sem fim


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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