Ode às Matronas

Data 29/07/2026 01:15:22 | Tópico: Poemas

ao peito carrego uma dor temporal,
pela memória da ascendente cognática
não residir no consciente

é deveras estranho, como enigma singular
que a doutrina decifra,
as nossas memórias da tenra idade
dissipam-se pelo éter

ai anciã d’estirpe uterina
foste um anjo terrestre,

ai avó materna foste um anjo em terra,
e eu mesmo, desafio a Divindade,
canonizo-te como uma Santa
pois virtudes d’uma sempre carregaste

creio que nas ramificações escarlates
habita o amor cognático que não recordo
d’avó que me recorda e guia
na esfera espiritual


ao peito carrego uma dor temporal,
pela memória da ascendente cognática
não residir no consciente

é deveras estranho, como enigma singular
que a doutrina decifra,
as nossas memórias da tenra idade
dissipam-se pelo éter

ai anciã d’estirpe uterina
foste um anjo terrestre,

ai avó materna foste um anjo em terra,
e eu mesmo, desafio a Divindade,
canonizo-te como uma Santa
pois virtudes d’uma sempre carregaste

creio que nas ramificações escarlates
habita o amor cognático que não recordo
d’avó que me recorda e guia
na esfera espiritual



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=385006