A carta

Data 30/07/2026 20:59:54 | Tópico: Poemas

Sei, a cada despertar,
que não mais te vejo,
então lacrimejo,
e escrevo porque desejo
contigo conversar,
sentir-te presente
na minha mente
Laurent, meu filho.
meu confidente
amigo omnipresente,
escrevo por instinto,
parece que te sinto
como se falasse contigo.
as nossas conversas a sós.
assim quase ouço a tua voz
Não sei se ouves o que te digo
Mas abro-te a minha alma
E acredita, isso m’acalma
No fundo sei que fantasio
Porque renuncio e adio
O que não tem remédio:
um vazio e o futuro tédio
sem o diário:- “papá,
como é que está?”
Pois filhão, como te chamava
Estou como não imaginava,
No sitio errado
No lugar que nos foi trocado.
Sabes filho, de tanto amar-te
Meu maior desejo era fazer arte
A arte que tu tanto adoravas
a poesia como o último que levaste
mas Laurent, velho na acorda de manhã
pintor, escultor ou compositor
apenas consegue tentar por amor



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