
N'um respirar arfado de maio de 2011
Data 03/08/2026 23:19:00 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Nos ecos da ampulheta que mensura a régua da profundidade da dor mora a paciência do ápice da depressão sem pedir licença para existir reaprendendo a respirar arfado desde a viuvez o vazio e o vácuo sem ar os plasmas captados na sonificação universal vem pré dominando a love store.
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Não era uma nave pronta para embarcar ou desembarcar n'um ponto qualquer pois, reaprender a respirar custa a vida d'alma bonita que cumpriu a promessa feita no mais gélido dos mármores.
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Não era mais a mesma feito primavera depois de maio que outubro impera o amor, desde a noite negra d'alma desespero No espelho estilhaçado ainda há feridas nos cacos que aflora a sangue frio nem mesmo sabia que existia dor na moeda dourada da palavra amorzão de um ar pesado da paixão avassaladora sem limites e sem censuras que conduziu a uma vida linda a ser vestida de humilhação no tempo preterido que ventilou somente dor.
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O pó da maquiagem da mentira devorava o silencio do prato quebrado no chão e nas nuvens de algodão escondendo a cerca de arame farpado que demora a dormir na peça do tabuleiro.
... Os ossos gelaram n'um décimo de segundo o coração quase parou no peito destroçado pelos escombros que caíram sobre os ombros da vida da poesia no segundo mais longo do relógio lágrimas surgiram no sfinal do presente feito da cobra adormecida engolindo o prato frio da vingança que doeu tanto que até agora servem de almofadas no fundo do poço escorregando até o chão morto que ainda comando tudo.
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Olhando com olhos d'alma as mãos tremulas em tempo real a brisa suave é ternura e mesmo escolhendo ser dona do império da sua própria vida d'onde a camada de podridão que se ainda respira com as flores de primavera nascidas nulas na floresta encantada.
... D'onde a névoa engole o desprezo frio do coração calejado e ferido pela dor profunda o vazio havia no cofre da tradução conjugada do querer somente morrer em paz na invisibilidade dos pedaços restados de vida em toda a sua extensão da causa blindando tudo que é ainda nosso.
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"Quase" e "Se" são palavras inúteis fora do jogo comprando o medo dos pesa-medos ignorados por todos pela falta do respeitar toda a dor sofrida pela gigantesca perda feito água em peneira no sol da vida com desprezo divertido servindo de ancora não era a sala limpa no prazo de entrega.
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Rachando o chão de toda a fonte do chafariz de um lustre enorme forte o bastante para humilhar de perto a contagem regressiva da data dos processos longos inda que vencidos da parte de mim inconveniente e independente-mente da agenda dobrada.
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Como guardanapo sujo jogado no tapete do fórum o nome escrito em dourado sonho da esquina que resplandecerá na mente sempre haverá uma sombria haste que montou a caixa d’água levando o melhor de nós numa corda azul da cor do céu desenlaçando o amor de toda uma vida como uma pintura escorrida e esculpida no degelo no desfiladeiro negro dos meus olhos e verde esmeralda dos teus embebido pelas lágrimas de diamantes que se assemelham a um tesouro desligando o corpo, coração, mente e alma do rosto no chão cara a cara com a humilhação a cada palavra que se converteu em tempo real vivendo feito tempestade aparentando um tsunami sumariamente. ...
Hoje o sol se refaz na vida infinitamente lúcida livre de medo, dona do império que um dia tu me deste num resgate permanente de alguém que aprendeu a entrar no olho do furacão e manter-se nas bordas.
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Vivendo em paz profunda apesar das ruínas internas n'uma verdade que faz barulho mental ensurdecedor devaneio em quem sente e se refaz n'um respirar arfado de uma sobrevivente de um depois do furacão que assolou o mês das noivas e tirou abruptamente tudo em forma de tragédia romântica que a primavera reservou em maio de 2011. Ray Nascimento
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