Nos ecos da ampulheta que mensura
a régua da profundidade da dor
mora a paciência do ápice da depressão
sem pedir licença para existir
reaprendendo a respirar arfado
desde a viuvez o vazio e o vácuo sem ar
os plasmas captados na sonificação universal
vem pré dominando a love store.
...
Não era uma nave pronta para embarcar
ou desembarcar n'um ponto qualquer
pois, reaprender a respirar custa a vida
d'alma bonita que cumpriu a promessa
feita no mais gélido dos mármores.
...
Não era mais a mesma feito primavera
depois de maio que outubro impera o amor,
desde a noite negra d'alma desespero
No espelho estilhaçado ainda há feridas
nos cacos que aflora a sangue frio
nem mesmo sabia que existia dor
na moeda dourada da palavra amorzão
de um ar pesado da paixão avassaladora
sem limites e sem censuras que conduziu
a uma vida linda a ser vestida de humilhação
no tempo preterido que ventilou somente dor.
...
O pó da maquiagem da mentira
devorava o silencio do prato quebrado
no chão e nas nuvens de algodão
escondendo a cerca de arame farpado
que demora a dormir na peça do tabuleiro.
...
Os ossos gelaram n'um décimo de segundo
o coração quase parou no peito
destroçado pelos escombros que caíram
sobre os ombros da vida da poesia
no segundo mais longo do relógio
lágrimas surgiram no sfinal do presente feito
da cobra adormecida engolindo
o prato frio da vingança que doeu tanto
que até agora servem de almofadas
no fundo do poço escorregando
até o chão morto que ainda comando tudo.
...
Olhando com olhos d'alma
as mãos tremulas em tempo real
a brisa suave é ternura e mesmo
escolhendo ser dona do império
da sua própria vida d'onde
a camada de podridão que se ainda respira
com as flores de primavera
nascidas nulas na floresta encantada.
...
D'onde a névoa engole o desprezo frio
do coração calejado e ferido pela dor profunda
o vazio havia no cofre da tradução conjugada
do querer somente morrer em paz
na invisibilidade dos pedaços restados
de vida em toda a sua extensão
da causa blindando tudo que é ainda nosso.
...
"Quase" e "Se" são palavras inúteis
fora do jogo comprando o medo
dos pesa-medos ignorados
por todos pela falta do respeitar
toda a dor sofrida pela gigantesca perda
feito água em peneira no sol da vida
com desprezo divertido servindo de ancora
não era a sala limpa no prazo de entrega.
...
Rachando o chão de toda a fonte do chafariz
de um lustre enorme forte o bastante
para humilhar de perto a contagem regressiva
da data dos processos longos inda que vencidos
da parte de mim inconveniente
e independente-mente da agenda dobrada.
...
Como guardanapo sujo jogado
no tapete do fórum o nome escrito
em dourado sonho da esquina que
resplandecerá na mente
sempre haverá uma sombria haste
que montou a caixa d’água levando
o melhor de nós numa corda azul
da cor do céu desenlaçando o amor
de toda uma vida como uma pintura escorrida
e esculpida no degelo no desfiladeiro negro
dos meus olhos e verde esmeralda dos teus
embebido pelas lágrimas de diamantes
que se assemelham a um tesouro
desligando o corpo, coração, mente e alma
do rosto no chão cara a cara com a humilhação
a cada palavra que se converteu
em tempo real vivendo feito tempestade
aparentando um tsunami sumariamente.
...
Hoje o sol se refaz na vida infinitamente lúcida
livre de medo, dona do império que um dia
tu me deste num resgate permanente
de alguém que aprendeu a entrar
no olho do furacão e manter-se nas bordas.
...
Vivendo em paz profunda
apesar das ruínas internas
n'uma verdade que faz barulho mental ensurdecedor devaneio
em quem sente e se refaz
n'um respirar arfado de uma sobrevivente
de um depois do furacão que assolou
o mês das noivas e tirou abruptamente
tudo em forma de tragédia romântica
que a primavera reservou em maio de 2011.
Ray Nascimento
Ray Nascimento
éh assim que chamam
minha Raynha.
A ela chamo de MÃE
minha vida
nem mesmo
sei se eh minha
eh por ela que eu vivo
motivo da minha alegr...