
Casebre
Data 08/08/2026 12:06:40 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Casebre Pequena casa de campo, Escavada por mão sábia, Sobre a granítica rocha, É, hoje, mansão dos sonhos E nós, os ditosos castelões, Erguidos de cinzas funestas.
No monte, o olhar se perde No multicolor da paisagem, Terras de cultivo e pomares, Castigadas de sol abrasador, Saciam fomes e compaixões, De corpos dolentes do labor.
E a tez se escurece, moura, Ansiando a frescura do rio, Que serpenteia pelo vale, E renova a vida e ânimos, Paixões, ódios e amores, Pela parcela de herança.
E quando a noite se abeira, Serena, o luar nos recorta Na silhueta dum beijo dado. Logo se refugia por pudor, Na casinha das mil sombras, Para que o amor seja eterno.
Que sensibilidade de leitor pode ferir quem lê? Automaticamente foi-me aposto neste poema esse "ferir de sensibilidade"!
O poema "Casebre" é uma celebração da transformação, da simplicidade e da capacidade humana de reconstruir a vida. Sob uma aparência descritiva, encerra uma metáfora existencial: um humilde abrigo torna-se um reino interior, e os seus habitantes, outrora marcados pela adversidade, descobrem uma nova dignidade.
"Casebre" é apenas um poema de contemplação serena e de afirmação humana.
O poema valoriza o trabalho, a persistência e o renascimento após a adversidade.
Desculpem o "ferimento"!
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