Casebre

Pequena casa de campo,
Escavada por mão sábia,
Sobre a granítica rocha,
É, hoje, mansão dos sonhos
E nós, os ditosos castelões,
Erguidos de cinzas funestas.

No monte, o olhar se perde
No multicolor da paisagem,
Terras de cultivo e pomares,
Castigadas de sol abrasador,
Saciam fomes e compaixões,
De corpos dolentes do labor.

E a tez se escurece, moura,
Ansiando a frescura do rio,
Que serpenteia pelo vale,
E renova a vida e ânimos,
Paixões, ódios e amores,
Pela parcela de herança.

E quando a noite se abeira,
Serena, o luar nos recorta
Na silhueta dum beijo dado.
Logo se refugia por pudor,
Na casinha das mil sombras,
Para que o amor seja eterno.


Poeta sem Alma


 
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Poeta.sem.Alma
 
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Enviado por Tópico
Poeta.sem.Alma
Publicado: 08/08/2026 16:18  Atualizado: 08/08/2026 18:38
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