Será Solidão?

Data 12/08/2026 15:58:57 | Tópico: Poemas

Hoje eu danço,
Danço sozinho,
Até ao cair da última nota,
De um piano plantado entre as estrelas.

És o sonho,
Que eu quero sonhar,
Todos os dias,
Até ao último da eternidade.

A madrugada aproxima-se,
Com pantufas de veludo.

Todo o meu dia se dependura,
Nas minhas pálpebras,
Carregadas de cansaço.

Carrego aos ombros,
Uma miríade,
De sonhos reais,
Que ganharam asas,
Desde o primeiro dia.

Que faço eu aqui,
Se tudo o que a vida me dá,
São pedaços de nada,
Sem ti?

Tento aconchegar-me,
Um pouco mais,
Nesta paragem da vida.

Eu sentia-me,
Sempre em casa,
Quando me abraçavas.

Mas é apenas,
Uma breve pausa,
Nesta minha correria louca,
De mais um dia a fugir,
De braço dado com ela.

É nesta paragem misteriosa,
Que mais ninguém vê,
Que apanhamos todos os dias,
Aquilo que nos leva à cidade,
Onde se fabricam os sonhos.

É verdade,
Lá vou eu,
De sorriso de orelha a orelha,
Para disfarçar,
A minha nostalgia.

E então sigo o meu caminho,
Com ela a meu lado,
Sempre ela.

Ela ao menos,
Nunca me desiludiu.

Pois a solidão,
Nunca me largou a minha mão.

E eu,
Que nunca pedi
Nada de mais…

Apenas o brilho nos teus olhos.


Diogo Cosmo ∞
26-05-2025



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=385280