Hoje eu danço,
Danço sozinho,
Até ao cair da última nota,
De um piano plantado entre as estrelas.
És o sonho,
Que eu quero sonhar,
Todos os dias,
Até ao último da eternidade.
A madrugada aproxima-se,
Com pantufas de veludo.
Todo o meu dia se dependura,
Nas minhas pálpebras,
Carregadas de cansaço.
Carrego aos ombros,
Uma miríade,
De sonhos reais,
Que ganharam asas,
Desde o primeiro dia.
Que faço eu aqui,
Se tudo o que a vida me dá,
São pedaços de nada,
Sem ti?
Tento aconchegar-me,
Um pouco mais,
Nesta paragem da vida.
Eu sentia-me,
Sempre em casa,
Quando me abraçavas.
Mas é apenas,
Uma breve pausa,
Nesta minha correria louca,
De mais um dia a fugir,
De braço dado com ela.
É nesta paragem misteriosa,
Que mais ninguém vê,
Que apanhamos todos os dias,
Aquilo que nos leva à cidade,
Onde se fabricam os sonhos.
É verdade,
Lá vou eu,
De sorriso de orelha a orelha,
Para disfarçar,
A minha nostalgia.
E então sigo o meu caminho,
Com ela a meu lado,
Sempre ela.
Ela ao menos,
Nunca me desiludiu.
Pois a solidão,
Nunca me largou a minha mão.
E eu,
Que nunca pedi
Nada de mais…
Apenas o brilho nos teus olhos.
Diogo Cosmo ∞
26-05-2025
DIOGO Cosmo ♾