
Pupilas dilatadas pela dor
Data 13/08/2026 18:17:21 | Tópico: Poemas
| No parapeito do meu peito há uma dor pousada na pele a saudade arfada que me deixa sem ar vibrando no cantinho cárdio da mente a delirar feito carne passada na brasa do sonhar com as pupilas dilatadas e vivida são as lembranças entre aromas fincados na nesga nua em delírios há sementes adubadas nos escombros restados em estado estilhaçados e corpo adoecido pela falta que fazes nas substâncias líquidas que me absorve todas as lágrimas de diamantes e esmeralda-da pela fase musgo dos teus olhos.
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Infinitamente só o corpo habita em escassez nas ruínas que restaram do império teu deixado em cachoeiras cascateando a chuva molhada devido a destruição pertencida da voz preterida e silenciada por uma corda azul que me fez viver com o coração arrancado e acordada para sempre desde então a primavera de outubro que encerrou-se em maio.
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De um navegar na poesia embaçada pela neblina da notívaga esperança filtrando a água de reúso desde então que oxida a dor da saudade arfada.
Ray Nascimento

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