Poemas : 

Nas pupilas dilatadas pela dor

 
Nas pupilas dilatadas pela dor
 
No parapeito do meu peito há uma dor pousada
na pele a saudade arfada que me deixa sem ar
vibrando no cantinho cárdio da mente a delirar
feito carne passada na brasa do sonhar
com as pupilas dilatadas e vividas
são as lembranças entre aromas fincados
na nesga nua em delírios in lacto
há sementes adubadas nos escombros restados
em estado estilhaçados e corpo adoecido
pela falta que fazes nas substâncias líquidas
que me absorve todas as lágrimas de diamantes
e esmeralda-da pela fase musgo dos teus olhos.

...

Infinitamente só o corpo habita em escassez
nas ruínas que restaram do império teu deixado
em cachoeiras cascateando a chuva molhada
devido a destruição pertencida
da voz preterida e silenciada por uma corda azul
que me fez viver com o coração arrancado
e acordada para sempre desde então
a primavera de outubro que encerrou-se em maio.

...

De um navegar na poesia embaçada
pela neblina da notívaga esperança
filtrando a água de reúso desde então
que oxida a dor da saudade arfada.

Quando a poesia não preenche
os requisitos legais para preencher
o vácuo que há na alma do poeta
que doe com a saudade eterna
que o luto deixa nas pupilas dilatadas pela dor...

Ray Nascimento



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Ray Nascimento
éh assim que chamam
minha Raynha.
A ela chamo de MÃE
minha vida
nem mesmo
sei se eh minha
eh por ela que eu vivo
motivo da minha alegr...

 
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RayNascimento
 
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Enviado por Tópico
Luxena
Publicado: 13/08/2026 23:38  Atualizado: 13/08/2026 23:38
Da casa!
Usuário desde: 07/03/2025
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Mensagens: 336
 Re: Pupilas dilatadas pela dor
Meu Deus! Ah... quase que eu não consigo respirar. Meus parabéns, esse poema também me deixou sem respirar! Esplêndido!

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