
No parapeito do meu peito há uma dor pousada
na pele a saudade arfada que me deixa sem ar
vibrando no cantinho cárdio da mente a delirar
feito carne passada na brasa do sonhar
com as pupilas dilatadas e vividas
são as lembranças entre aromas fincados
na nesga nua em delírios in lacto
há sementes adubadas nos escombros restados
em estado estilhaçados e corpo adoecido
pela falta que fazes nas substâncias líquidas
que me absorve todas as lágrimas de diamantes
e esmeralda-da pela fase musgo dos teus olhos.
...
Infinitamente só o corpo habita em escassez
nas ruínas que restaram do império teu deixado
em cachoeiras cascateando a chuva molhada
devido a destruição pertencida
da voz preterida e silenciada por uma corda azul
que me fez viver com o coração arrancado
e acordada para sempre desde então
a primavera de outubro que encerrou-se em maio.
...
De um navegar na poesia embaçada
pela neblina da notívaga esperança
filtrando a água de reúso desde então
que oxida a dor da saudade arfada.
Quando a poesia não preenche
os requisitos legais para preencher
o vácuo que há na alma do poeta
que doe com a saudade eterna
que o luto deixa nas pupilas dilatadas pela dor...
Ray Nascimento
Ray Nascimento
éh assim que chamam
minha Raynha.
A ela chamo de MÃE
minha vida
nem mesmo
sei se eh minha
eh por ela que eu vivo
motivo da minha alegr...