
A Varanda do Douro
Data 14/08/2026 19:04:41 | Tópico: Sonetos
| No fraguedo alto onde o Douro canta e desespera Miranda ergue a vetusta torre à luz da alvorada pedra a pedra tem a alma bem guardada que o vento traz do rio num penhasco que não quebra.
Trouxe gente ambiciosa mas deixou uma Princesa Dom Dinis das arcadas da Rainha fez muralha mas a fúria de Castela não tolerou a malha foi mitra abandonada e espada em guerra acesa.
Mas ainda poisam aves nas memórias vagas que perduram na voz das velhas pedras que se prendem às lareiras e que as armas dos brasões 'inda seguram...
E eu, aqui, de tão perto, por te ver à beira do abismo penso se o castelo é ruína, se é ternura ou será a Alma de Miranda revelada e verdadeira!
Em Miranda do Douro Agosto 2026
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