
Estado das coisas
Data 21/08/2026 20:36:58 | Tópico: Poemas
| De vez em quando pergunto-me: o que é uma coisa ou uma cousa,
será o mesmo que objecto?
E antes de começar a objectar volto
será uma cousa o Homem, será o Homem que cousa?
E como quem já não ousa, como quem já sabe todas as respostas, viro, à pergunta, as costas.
Entre o são e o doente há muito estado do ente; respira, anda, avança é só juntar água, e esperança.
Do finito ao infinito é uma confusão um, porque termina o outro, porque não
mas, se podemos ser todos números,
se podemos nos contar,
que seja em histórias; de derrotas e vitórias e de outras notas.
Ordinais ou cardinais sejamos
seres, que somos amados e que amamos
se somos mais não devemos esquecer que somos também animais
e pedaços da terra.
Todos nós somos corridos da mesma voz - socorridos, sem donos -
que já se sentou em centenos tronos.
Ouço-a, intuo-a, ignoro como a sei tem ares de oração, tom de canção, conhecida por lei.
Paralelos no chão, calcados e ao ar atirados.
Não se esqueçam, de vez em quando, de sonhar...
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