
De Supetão
Data 20/08/2026 20:25:19 | Tópico: Poemas -> Crítica
| não sou eu não fui não ouvi não segui
mas sou eu que faço que amasso que rasgo um maço e que grunhe com raça
de supetão, fui seguida tinha um homem que me persuadia que me dizia também
sempre a mesma palavra: "aberração" e, que dias de cão que me destruíram
fiquei quebrada vulnerável, ruim, apagada mas eu não sou a única que já te viu sem uma túnica
batiam no meu ombro diziam-me, com a voz grave, que eu era: "gente" eu chorava debaixo do olmo
e quando fui retrucar me fizeram jurar que eu nunca mais seria índigo e que nunca, jamais, iria gritar
como era grande aquele calçado que jogavam em mim ia e vinha num movimento sem fim Samuel, vou devolver seu violão amanhã! | Escrito por mim no dia 12/12/2025 em Brasília-DF.
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